PROJECTOS >> Pontes e Viadutos >> Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Dados Gerais

Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT

Belém, Lisboa


EDP – Imobiliária e Participações SA


Amanda Levete Architects


650,00 m 2


Detalhes

A ponte estabelece a ligação pedonal entre a cobertura com acesso público do edifício para o novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), da Fundação EDP e o Largo Marquês Angeja, com travessia sobre a Avenida de Brasília, a linha ferroviária Lisboa-Cascais e a Avenida da Índia. O percurso inicia-se a Sul ainda sobre a cobertura do edifício com uma inclinação aproximada de 4.1%, atingindo a cota máxima sobre a linha férrea de modo a garantir o “gabarit” mínimo necessário. À chegada ao Largo Marquês de Angeja a inclinação é de 5.3%, mantendo-se constante ao longo do Encontro Norte até atingir a cota da rua existente.

Em planta o traçado é reto no arranque sobre a cobertura do edifício, desenvolvendo-se posteriormente numa curva de raio constante, medido ao eixo do tabuleiro, igual a 95m até à chegada ao Largo Marquês Angeja onde o traçado volta a ser reto.
A ponte propriamente dita inicia-se ainda sobre o novo edifício numa zona em que a cota do percurso pedonal é já suficiente para que o tabuleiro não intersete a cobertura. Foi incluída na empreitada geral do edifício a execução de um pilar em betão armado que constitui o primeiro apoio para o tabuleiro do lado Sul (pilar P1). Este elemento de apoio em betão é separado estruturalmente da restante estrutura do edifício através de uma junta de dilatação e prolonga-se ligeiramente acima da cota de tosco da laje de cobertura de modo a permitir o remate dos acabamentos e o apoio da ponte.
A possível localização para implantação de novos pilares resume-se aos passeios das Avenidas de Brasília e da India. O Largo Marquês Angeja situa-se 6m acima da cota do passeio da Avenida da Índia, sendo o desnível topográfico vencido através de um muro de pedra existente. O apoio do tabuleiro posicionado mais a Norte será materializado por um Encontro posicionado imediatamente no tardoz do muro existente.
Tendo em conta as condições altimétricas e planimétricas do percurso, bem como os locais possíveis para implantação dos apoios do tabuleiro, optou-se por uma solução estrutural para a ponte de tabuleiro com funcionamento estrutural tipo viga contínua com ligação de continuidade aos 3 pilares de apoio. A modelação de vãos de sul para norte medida ao longo do eixo do tabuleiro foi a seguinte: 6.00m (consola até ao pilar P1), 27.76m, 52.98m (vão central entre os pilares P2 e P3) e 23.69m com um comprimento total entre juntas de dilatação igual a 110.83m.

O tabuleiro tem uma secção transversal em caixão de modo a lhe conferir a rigidez necessária para fazer face aos elevados esforços de torção resultantes da curvatura do traçado em planta. A sua forma será sensivelmente trapezoidal. Opta-se pela utilização do aço como principal material estrutural por razões de ordem económica para os vãos em causa, pela sua maior facilidade de montagem, com menores constrangimentos para a circulação dos comboios e veículos, e por razões de ordem estética, de modo a ir de encontro à forma e aspeto que se pretende conferir à ponte.

A viga caixão é formada por chapas metálicas no seu banzo inferior, almas e parcialmente nas partes laterais do banzo superior. Na zona central do banzo superior a secção metálica é aberta de modo a facilitar o acesso ao seu interior para execução das soldaduras e dos trabalhos de pintura para proteção anticorrosiva. O fecho do caixão no seu banzo superior será garantido por uma laje mista com chapa colaborante que irá servir de suporte para o revestimento final de pavimento preconizado no Projeto de Arquitetura. A ligação entre os banzos metálicos laterais e a laje colaborante é conferida por conectores tipo perno soldados aos banzos, resultando numa secção com funcionamento misto aço-betão.
A viga caixão é reforçada com nervuras metálicas transversais em todas as suas faces que terão como função estrutural evitar esforços de distorção nos elementos da secção transversal resistente, conferir o travamento local necessário às chapas metálicas mais esbeltas e ainda g

Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
Ponte Pedonal e de Ciclovia do MAAT
esq
dir